Os 6 principais métodos de conformação para peças dobradas
Data de Publicação: 27/09/24
Diversos segmentos da indústria utiliza o processo de conformação por dobras, desde a fabricação de chassi para implementos rodoviários, a elementos estruturais e decorativos para edifícios e máquinas. O processo conformação por dobras, por meio dos métodos de conformação, conseguem entregar excelentes resultados, associados a baixo custo de fabricação.
O dobramento é classificado como conformação de chapas e pode ser definido como a deformação do metal em torno de um eixo reto (Groover, et al., 2014). O processo de dobramento ocorre ao ultrapassar o limite de escoamento, e adentra no regime de deformação plástica (permanente) da peça.
Normalmente é utilizado uma ferramenta superior, outra inferior e uma máquina que tenha a força necessária, para realizar o dobramento da chapa. Existem vários métodos para realizar o dobramento, (DIN 8586, 2003).
Métodos de conformação
A escolha do método de dobramento depende da geometria da peça, o tamanho do lote de produção, o acabamento superficial, as tolerâncias dimensionais envolvidas e das máquinas disponíveis.
Dobramento ao Ar
É o processo mais comum de ser observado nas industrias devido sua velocidade, versatilidade e simplicidade. O dobramento é formado devido o contato da punção (ferramenta superior) contra a chapa, apoiada nos ombros da matriz, ferramenta inferior. O ângulo formado depende exclusivamente da profundidade de penetração da punção contra a chapa, pois a chapa fica apoiada nos ombros da matriz, sem encostar no fundo. Dessa forma, com um jogo de ferramenta é possível realizar dobras de diversos ângulos diferentes, em até mesmo chapas de diferentes espessuras.

Nesse processo é possível dobrar chapas de diversas espessuras e comprimentos distintos, sendo o limitante a aba mínima da matriz, possíveis colisões contra as ferramentas (dependendo do perfil a ser dobrado) e a força da máquina. Normalmente são utilizadas máquinas Dobradeiras de comando CN ou CNC para realizar esse tipo dobramento, porem em alguns casos, quando as peças são menores, pode ser utilizado alguns modelos de prensas que tenham a função dobra.
Para mais informações sobre conformações por dobras ao ar, leia o artigo através do link abaixo:
Dobramento em V
Nesse processo a ferramenta conforma o material no seu meio, fazendo com que a chapa possua a geometria do molde após o processo de conformação. Durante o processo, a distância final entre a ferramenta superior e inferior é igual, ou ligeiramente inferior a espessura da chapa. Devido a chapa se moldar contra a ferramenta, a geometria após a dobra depende exclusivamente da ferramenta, assim diminuindo tempo de setups e ajustes. Entretanto, normalmente, só é possível fazer um determinado ângulo na peça, tornando a ferramenta especial.

Dobramento em U
É a sequência de duas dobras 90°, podendo ser considerada como uma variação do processo de conformação em V. Normalmente é utilizado sistema de almofada de prensagem junto a ferramenta para evitar defeitos de forma, e poder sacar a peça após o termino da operação.

Dobramento a Fundo
Conhecido popularmente como “quebra nervo”, é um processo em que ocorre o esmagamento da chapa entre as ferramentas. Utilizado em chapas previamente dobras 90°. Nele temos o aumento do encruamento e a redução do “springback” após a dobra.

Dobramento em matriz deslizante e giratória
O dobramento na matriz deslizante ocorre por meio da fixação da chapa contra uma base, por meio de prensa chapas ou almofadas, para que na região em balanço da chapa, a punção deslize sobre a chapa, formando a dobra. Por meio desse processo é possível dobrar materiais de diferentes espessuras, sem a necessidade da utilização do encosto traseiro ou batente para formar a aba dobrada, podendo ser realizado abas mínimas inferiores a demais processos. Entretanto, a depender da geometria desejada, alguns perfis não podem ser dobrados, devido a colisão com a máquina.

No dobramento por matriz giratório a punção tem livre rotação em seu eixo, fazendo com que ele realize a dobra da chapa. É possível dobrar ângulos agudos a 90° e a força necessária é de 50% a 80% menor que por matriz deslizante (Lange, 1985).
Através de um alimentador e posicionado na parte frontal, é possível realizar automações em ambos o processo, aumentando a produção e deixando o processo independente de operadores.

Todas essas ferramentas podem ser adaptadas as Dobradeiras CN e CNC fabricadas pela empresas Braffemam. Possuímos um corpo técnico capaz de entender e indicar a melhor opção para seu negócio. Entre em contato e realize uma cotação!
Escritor: Pedro Kucarz
Mestre em Engenharia Mecânica e de Materiais
Departamento de Engenharia Aplicada
Referencial Teórico
Groover Mikell P. [et al.] Introdução aos processos de fabricação [Livro]. – [s.l.] : LTC, 2014.
Lange Kurt Handbook of Metal Forming [Livro]. – Dearborn : SME, 1985.